Um Sistema Informação pode ser :
1. Concepção de todas as actividades que são realizadas numa organização para suportar, manter e melhorar a comunicação;
2.Sistema de processamento de dados estabelecido por uma base de dados e implementado com computadores;
3. Abstracção de um sistema de processamento de dados.
Principais vantagens de um SI:
1. Optimização do fluxo de informação permitindo maior agilidade e organização;
2. Redução de custos operacionais e administrativos;
3. Ganho de produtividade;
4. Maior integridade e veracidade da informação;
5. Maior estabilidade;
6. Maior segurança de acesso à informação.
O que é necessário para compreender os Sistema de Informação?:
1. Os Sistemas de Informação existem nas organizações para suportar o seu trabalho e para satisfazer os seus requisitos de informação e comunicação.
Por esse motivo para compreender sistemas de informação, necessitamos de compreender as organizações.
Assim, basear-nos-emos na Ciência Organizacional. As organizações podem ser vistas como sistemas: Sistemas organizacionais.
Nesta visão, os Sistemas de Informação são sub-sistemas específicos dos sistemas organizacionais.
2. Os sistemas de informação e sistemas organizacionais são Sistemas. Para os compreender basear-nos-emos na Ciência de Sistemas.
(Sistema: Um conjunto de objectos relacionados entre si para formar um todo coerente.)
3. Os Sistemas são concepções específicas (na mente das pessoas) e podem ser representados por algumas linguagens (modelação). Por isso, para compreender sistemas, temos que investigar as questões de concepções, modelos e linguagens (Ciência cognitiva e semiótica).
4. Para compreender os requisitos de informação e comunicação dentro das organizações, temos de entender as noções de Informação e Comunicação. Estas questões estão estritamente relacionadas com a Ciência Cognitiva e Semiótica.
5. O Valor da informação (orientada à economia), pois a razão de ser do sistema de informação é adicionar valor à organização que o utiliza.
6. Conhecimentos em Ciência da Computação (e suas aplicações), pois a implementação de sistemas é suportada em computadores.
7. Para investigar algumas destas questões em bases sólidas, temos que nos fundamentar numa Visão Ontológica (Forma de representação do conhecimento sobre o mundo), assim como numa Posição Filosófica adequada.
Referencial de Conceitos em SI - FRISCO:
Estrutura de Camadas:
- A Camada Básica:
A camada base reflecte a nossa visão do mundo nomeando e descrevendo os conceitos que dizem respeito à forma como uma pessoa (actor humano) observa (percebe e concebe, ie interpreta) domínios de interesse e os representa como “sinais” para que possa acontecer a comunicação com outras pessoas.
As representações no contexto de uma organização reflectem o nosso conhecimento do mundo, i.e. a ontologia que adoptamos.
As pessoas usam representações para comunicar as suas concepções. Essas concepções são representadas em alguma linguagem em algum meio.
Representação: descrição por um actor de uma concepção para ser compreendida por outra pessoa.
B1- Domínio
Um Domínio compreende qualquer parte ou aspecto do mundo sob consideração. Exemplo: Uma empresa (vista como parte da sociedade) composta por departamentos; Um departamento (da empresa) composto por funcionários.
Componente do domínio: é qualquer parte ou aspecto desse domínio. Ambiente do domínio: é o mundo sem aquele domínio (envolvente).
Exemplo: Um funcionário de um Departamento (um componente) Os clientes de um empresa (uma componente do seu ambiente).
B2 – Percepção
Percepção é um “actand” especial, resultado de uma acção em que uma pessoa (actor humano) observa um domínio com seus sentidos, e posteriormente forma um padrão específico (estáticos ou dinâmicos) de visão, audição, ou outras sensações na sua mente.
Acção de perceber: é uma acção especial de um actor humano, tendo um domínio como “actand” de entrada e uma percepção como “actand” de saída.
Aquele que percebe: é um actor humano envolvido em uma acção de percepção.
B3- Concepção
Concepção é um “actand especial”, resultando de uma acção, onde um actor humano pretende interpretar uma percepção em sua mente, possivelmente num contexto de acção específico.
Acção de concepção: é uma acção especial de um actor humano tendo uma percepção e possivelmente algum contexto de acção como actand de entrada e um conceito como actand de saída.
Aquele que concebe: é um actor humano envolvido em uma acção de conceptualização.
B4- Interpretação da acção
Acção de interpretar: é a sequência de uma acção de percepção realizada num domínio, resultando numa percepção desse domínio, seguida por uma acção de concepção realizada naquela percepção, resultando numa concepção.
Intérprete: é um actor humano realizando uma acção de interpretar.
Contexto de interpretação: é um contexto da acção de interpretação.
B5- Representação
Representação é uma descrição, por uma pessoa (actor humano) de alguma concepção, tal que possa ser compreendida por outra pessoa.
Acção de representar: é uma acção de um actor que resulta numa representação.
Aquele que representa: é um actor humano envolvido em uma acção de representar.
Contexto de representação é o contexto da acção de representar.
B6- Conceitos relacionados com a linguagem
Símbolo: é uma entidade especial usada como um elemento indivisível de uma representação numa linguagem.
Alfabeto é um conjunto de símbolos não vazio e finito.
Constructo simbólico é uma combinação de símbolos não vazio e finito de um alfabeto.
Linguagem: é um conjunto não-vazio de constructos simbólicos permissíveis. Os constructos simbólicas permissiveis numa linguagem são determinados tanto existencialmente por enumeração ou intencionalmente por um conjunto de regras.
Exemplos: A linguagem natural, a linguagem da lógica matemática, linguagens gráficas, etc.
Reflecte a nossa visão do Mundo descrevendo os conceitos que dizem respeito à forma como um actor percebe e concebe, ie interpreta, domínios de interesse e os representa numa linguagem para que possa acontecer a comunicação com outras pessoas.
- A Camada Kernel:
Elementos Fundamentais
Coisa, Predicator, Relacionamento, Composição/Decomposição, Entidade,
Conceitos de Tipo, Estado, Transição, Pré-Estado, Pós-Estado, Estruturas de
Transição de Estado, Transição Compósita, Ocorrência de Transição, Tempo
Relativo, e Regra.
Conceitos de Acção
Actor, Acção, “Actand”, contexto da Acção, Objectivo.
Definição K1- Coisa
Coisa é qualquer parte de uma concepção de um domínio. O conjunto de todas as coisas sob consideração é a concepção desse domínio.
Exemplos: Uma coisa chamada “Fernando Pessoa”; Uma coisa chamada “é o autor de “; Uma coisa referida como “Fernando Pessoa é autor de Mensagem”.
Esta definição é demasiado geral para ter valor prático.
Para sermos capazes de estruturar as nossas concepções de forma significativa, necessitamos de introduzir um número de coisas especiais.
Definição K2- Predicator
Predicator é uma coisa usada para caracterizar ou qualificar outras coisas e assumido como sendo atómico, indivisível ou elementar. (forma verbal)
Exemplos: Predicator: As coisas chamadas “é uma pessoa”, “é um livro”, “é o autor de”.
Coisa Elementar: é uma coisa, não sendo caracterizada pelo predicator especial “contém elemento”.
Definição K3- Relacionamento
Relacionamento é uma coisa especial composta de uma ou muitas coisas, cada uma associada com um predicator caracterizando o papel daquela coisa dentro do relacionamento.
Exemplos: Uma representação é um relacionamento :
Unário: {<Coisa, predicator>} Fernando Pessoa é uma pessoa.
Binário: Fernando Pessoa é autor de um livro
Definição K4- Composição/Decomposição
Um conjunto, “colecção” ou agregado de coisas é uma coisa compósita.
Um agregado é geralmente considerado não como um conjunto de componentes livres, mas como uma coisa compósita contendo também relacionamentos entre esses componentes (tal como a posição especial dos componentes, etc).
Assume-se sempre que um predicator é uma coisa elementar.
Definição K5- Entidade
Entidade é uma coisa elementar caracterizada pelo menos por um predicator.
Exemplo: A entidade chamada “Fernando Pessoa” (caracterizada p.ex. pelos “predicators” chamados “é uma pessoa” e “é autor de “.
Definição K6- Conceitos de Tipo
Um Tipo de coisas é uma caracterização específica (um predicador) que se aplica a todas as coisas desse tipo.
Uma População de um tipo de coisas é um conjunto de coisas, cada uma respondendo à caracterização que determina o tipo.
Instância: uma instância de um tipo de coisas é um elemento da população desse tipo.
Exemplo: Tipo: pessoa, autor de;
População: o conjunto de todas as coisas do tipo pessoa
Instância: uma pessoa específica.
Definição K7- Estado
Estado de um domínio é uma coisa compósita com predicators e relacionamentos que unicamente
caracterizam o domínio.
Definição K8- Transição
Transição é um relacionamento binário especial entre dois estados, que diferem em pelo menos um predicator ou relacionamento.
Definição K9- Pré-estado, Pós-estado
Pré-estado de uma transição é o estado válido antes da transição e é caracterizado por um predicator especial, "antes".
Pós-estado de uma transição é o estado válido depois dessa transição e é caracterizado pelo predicator especial "depois".
Exemplo: Transição: quadro limpo => quadro sujo;
Estados: 'nada', quadro limpo, quadro sujo;
Pré-estado: quadro limpo;
Pós-estado: quadro sujo.
Definição K7- Estado
Definição K8- Transição
Definição K9- Pré-estado, Pós-estado
Definição K10 – Estrutura de Transição - Estado
As transições podem ser relacionadas para formar estruturas de transição, com um pré-estado e um pós-estado.
Estrutura de transição de estado: Dadas duas transições: tx : s1=>s2 e ty: s3 => s4.
São válidas as seguintes estruturas de transição de estado:
Sequência: seq(tx, ty) é uma sequência de transições se s3 é um subconjunto de s2. A estrutura de transição de estado resultante tem s1 como pré-estado e s4 como pós-estado. Sequências mais longas são definidas como segue: seq(tx, ty, tz) segue de seq(tx, ty) e seq(ty, tz).
Escolha: escolha (tx, ty) é uma escolha de transições se a intersecção de s1 e s3 não é vazia. O resultado é ou a transição tx ou ty, mas não as duas.
Concorrência: concur (tx, ty) são transições concorrentes se a intersecção de s1 e s3 é vazia. O resultado é (s1 união com s3) => (s2 união com s4).
Definição K11- Transição Compósita
Transição Composta é uma estrutura de transição de estado com um pré- estado e um pós-estado.
Exemplo: quadro limpo => quadro escrito;
Definição K12- Ocorrência de Transição
Ocorrência de Transição é uma ocorrência específica de uma transição. Um conjunto de ocorrências de transições está sujeito a uma rigorosa ordenação parcial.
Definição K13- Tempo Relativo
Tempo Relativo é uma ordem parcial rígida imposta no conjunto de todas as ocorrências de transições.
Definição K14- Regra
Regra, determina o conjunto de estados e transições permissíveis num contexto específico. Noutros termos, uma regra domina um conjunto não-vazio de tipos de coisas, determinando sua população permissível.
Exemplo: Leis da gravidade.
Definição K15- Actor
Actor é uma coisa especial concebida como sendo responsável ou que responde, e é capaz de causar transições, e é portanto, parte dos seu pré-estados e, se não for destruído ou consumido pelas transições, também é parte de seu(s) pós-estado(s).
Nota: Um actor pode em geral causar mais do que uma transição, isto é desenvolve mais que uma acção.
Definição K16- Actand
Actand é uma coisa passiva envolvida no pré-estado ou pós-estado de uma transição não sendo considerada como um actor.
Actand de entrada é uma parte do pré-estado de uma transição, excluindo os actores.
Actand de saída é uma parte do pós-estado de uma transição, excluindo os actores.
Exemplo:Avaliação do Stock (acção) pelo funcionário do armazém (actor) avaliando o stock corrente (actand de entrada), produzindo o inventário desse stock (actand de saída).
O engenheiro (actor) vai escrever (acção) um relatório (actand saída) de uma actividade (actand entrada).
Definição K17 – Acção
Acção é uma transição envolvendo um conjunto de actores não vazio, num pré-estado e, se não destruído ou consumido pela acção, também em seu pós-estado, envolvendo um conjunto de outras coisas vazio ou não-vazio (actands), como parte de seu pré-estado, e tendo um conjunto de outras coisas não-vazio e vazio (actands) no seu pós-estado.
Acção é uma transição que é efectuada por um actor em coisas passivas (actands).
Exemplo: Avaliação do Stock (acção) pelo funcionário do armazém (actor) avaliando o stock corrente, produzindo o inventário desse stock.
Acção Composta: é uma transição composta com as mesmas condições aplicadas para a noção de acção. Ocorrência de acção: é uma ocorrência de transição com as mesmas condições aplicadas para a noção de acção.
Co-acção: é uma acção especial, realizada por pelo menos dois actores de forma coordenada, perseguindo um objectivo comum.
Definição K18- Contexto da acção
Contexto de acção é uma parte opcional especial do pré-estado dessa acção, qualificando o contexto ou situação no qual essa acção é realizada e determinando ou modificando pelo menos um de seus actands de saída.
Exemplo: Um aluno tem que resolver um problema de Matemática. Numa situação escolar, em frente do professor, falha, não haverá nenhum actand de saída. Por outro lado em casa resolve esse problema perante os pais.
Definição K19- Objectivo
Objectivo de uma acção é um actand de entrada especial da acção, perseguido pelos actores dessa acção e declarando intencionalmente o estado de saída desejado.
Um Actor perseguindo um Objectivo é um actor realizando uma acção, o qual deliberadamente busca um determinado objectivo quando envolvido nessa acção.
- A Camada de Sistema:
Um aspecto importante nas organizações é o estabelecimento de concepções claras, precisas e não-ambíguas de percepções dos seus domínios. conhecimento = {concepções estáveis, precisas e não-ambíguas do domínio}; modelo é um conjunto de conhecimento sobre um assunto/domínio.
1. Modelação
Modelo e Meta-Modelo
2. Sistemas
Sistema, Característica de Sistema e Subsistemas
3. Sistemas Organizacionais
Conhecimento, Dados, Mensagem, Informação, Comunicação, Comunicação partilhada, Sistema Organizacional e Norma.
4. Sistemas de Informação
Sistema de Informação, Sistema de Informação Suportado por Computadores.
Definição S1- Modelo
Modelo: é uma concepção intencionalmente abstracta, clara, precisa e não-ambígua de um domínio. (Modelo é um conjunto de conhecimentos sobre um domínio.) Representação do modelo: é uma representação precisa e não ambígua de um modelo numa linguagem formal ou semi-formal apropriada.
Acção de modelação: é a sequência de uma acção de percepção, realizada num determinado domínio, seguida por uma acção de concepção naquela percepção, resultando num modelo e seguido por uma acção de representação naquele modelo, resultando numa representação/denotação do modelo.
Modelador: é um actor humano que realiza uma acção de modelação.
Modelo Intencional: é a parte de um modelo que compreende somente as possibilidades e necessidades de um domínio, isto é, tipos e regras.
Modelo Extencional: é a parte do modelo contendo uma população específica de tipos no modelo intencional correspondente, e essa população deve obedecer a todas regras determinadas nesse modelo intencional.
Exemplos: Um diagrama Entidade-Relacionamento (representação gráfica) pode ser utilizado para denotar um modelo dos aspectos orientados à informação nas organizações.
Definição S2- Meta-Modelo
Meta-modelo: é um modelo do fundamento conceptual de uma linguagem, consistindo num conjunto de conceitos básicos e um conjunto de regras que determinam o conjunto de possíveis modelos representáveis nessa linguagem (linguagem tudo o que utilizamos para representar o nosso conhecimento de um domínio. A linguagem não é a experiência, mas a representação da experiência – o mapa não é o território que representa).
Determina uma visão conceptual especifica do “mundo”.
Sistema: conjunto de objectos/coisas interligados de uma forma coerente.
Modelo: um conjunto de concepções sobre um domínio.
Definição S3: Sistema
Sistema: é um modelo especial, pelo que todas as coisas contidas nesse modelo são transitivamente coerentes, isto é, todas estão directamente ou indirectamente relacionados formam um todo coerente.
Notação do sistema: é uma representação precisa e não ambígua de um sistema.
Componente de sistema: é um conjunto não vazio de coisas que estão contidas nesse sistema.
Ambiente do sistema: é um conjunto de todas as coisas que não estão contidas nesse sistema.
Observador do sistema: é um actor humano que percepciona e conceptualiza um domínio como um sistema. Um observador reconhece o sistema pela distinção que é feita do seu ambiente, pela sua coerência e por causa das suas propriedades sistémicas.
Quem representa o sistema: é um actor humano que representa o sistema numa determinada linguagem.
Exemplos: Sistema Solar; Empresa = grupo recursos; computador.
Definição S4: Características de Sistema
1. Sistema Dinâmico: é concebido como sendo capaz de realizar mudanças, isto é, alguns dos componentes do sistema são transições.
2. Sistema Estático: é um sistema não dinâmico.
3. Sistema Activo: é concebido como sendo capaz de fazer alguma coisa, isto é, alguns dos componentes do sistema são actores realizando acções em actands.
4. Sistema Aberto: é concebido como podendo responder a mensagens externas, isto é, podem existir transições dentro do sistema devido o causas externas vindas do ambiente do sistema.
5. Sistema Fechado: o ambiente do sistema não pode causar qualquer transição dentro do sistema.
Definição S5: Sub-Sistemas
Sub-sistema: qualquer sub-sistema S' de um grande sistema S é ele próprio um sistema.
Exemplo: O Departamento de Vendas e o de Contabilidade são essenciais para uma empresa, mas não reflectem todos os seus objectivos.
O cpu é um sub-sistema do computador.
1. Modelo: é uma concepção intencionalmente abstracta, clara, precisa e não-ambígua de um domínio.
2. Meta-modelo: é um modelo do fundamento conceptual de uma linguagem, consistindo num conjunto de conceitos básicos e um conjunto de regras que determinam o conjunto de possíveis modelos representáveis nessa linguagem.
3. Sistema: é um modelo especial, pelo que todas as coisas contidas nesse modelo são transitivamente coerentes, isto é, todas estão directamente ou indirectamente relacionados formam um todo coerente.
4. Sub-sistema: qualquer sub-sistema S' de um grande sistema S é ele próprio um sistema.
Sistemas Organizacionais:
1. Uma organização é uma estrutura social delimitada dentro do contexto no qual as acções são realizadas, na base da informação, porque são julgadas úteis e necessárias.
2. Essa organização possui propriedades sistémicas, bem como componentes activos/ actores que realizam as acções. Esses componentes devem interagir de forma significante.
3.O aspecto mais característico de um sistema é a sua capacidade de troca de representações, as quais chamamos de informação.
4. A informação, em muitos casos, é adquirida por um actor como resultado da interacção com outro actor.
Definição S6- Conhecimento
Conhecimento: é um conjunto de concepções estáveis e suficientemente consistentes, possuídos por um actor humano.
Definição S7- Dados
Dados: denotam qualquer conjunto de representações de conhecimento expresso numa linguagem.
Definição S8- Mensagem
Mensagem: são dados, transmitidos por um actor (o emissor) via um canal (um meio) e destinados a um conjunto não vazio de outros actores (os receptores).
O emissor é o actor que envia a mensagem, isto é que desempenha uma acção de envio.
O receptor é o actor que recebe a mensagem, isto é que desempenha uma acção de recepção.
Transferência de mensagem: é uma sequência de acções; a acção de enviar, pelo emissor, e a acção de recepção, pelo receptor, pelo que o actand de entrada da acção de enviar é a mensagem a ser enviada, pelo que o actand de saída da acção de enviar é igual ao actand de entrada da acção de recepção e é a mensagem no canal e pelo que o actand de saída da acção de recepção é a mensagem recebida.
Definição S9- Informação
Informação: é o aumento do conhecimento adquirido através de uma acção de recepção numa transferência de mensagens. Isto é, a diferença entre as concepções interpretadas a partir de uma mensagem recebida e o conhecimento antes da recepção da acção.
Definição S10- Comunicação
Comunicação: é uma troca de mensagens, isto é, uma sequência de transferências de mensagens mutuas e alternativas entre, pelo menos, dois actores humanos, chamados parceiros de comunicação. Essas mensagens representam algum conhecimento e são expressas em linguagens inteligíveis por todos os parceiros de comunicação, tornando presente alguma quantidade de conhecimento em todos os parceiros da comunicação, sobre o domínio, o contexto acção e o objectivo da comunicação.
Definição S11- Conhecimento Partilhado
Conhecimento Partilhado: é o conhecimento dos indivíduos num grupo de actores humanos, assumido como sendo idêntico (ou pelo menos similar) ao de todos os outros, resultando de um processo de negociação implícito na comunicação.
1. Conhecimento: é um conjunto de concepções estáveis e suficientemente consistentes, possuídos por um actor humano.
2. Dados: denotam qualquer conjunto de representações de conhecimento expresso numa linguagem.
3. Mensagem: são dados, transmitidos por um actor (o emissor) via um canal (um meio) e destinados a um conjunto não vazio de outros actores (os receptores).
4. Informação: é o aumento do conhecimento adquirido através de uma acção de recepção numa transferência de mensagens. Isto é, a diferença entre as concepções interpretadas a partir de uma mensagem recebida e o conhecimento antes da recepção da acção.
5. Comunicação: é uma troca de mensagens, isto é, uma sequência de transferências de mensagens mutuas e alternativas entre, pelo menos, dois actores humanos, chamados parceiros de comunicação.
Definição S12- Sistema Organizacional
Sistema Organizacional: é um tipo especial de sistema, sendo normalmente dinâmico, activo e aberto, incluindo:
A concepção da composição da organização (isto é, de actores e “actands” específicos) de como opera (isto é, realizando acções específicas na persecução de objectivos organizacionais, guiados por regras organizacionais e informados por comunicação interna e externa), em que as suas propriedades sistémicas são as respostas para (certos tipos de) mudanças causadas pelo ambiente do sistema e, ele mesmo, causa (certos tipos de) mudanças no ambiente do sistema.
Definição S13- Norma
Normas: são regras estabelecidas socialmente que afectam e num âmbito mais alargado, direccionam as acções dentro de um sistema organizacional.
Definição S14- Sistema de Informação
É um sub-sistema de um sistema organizacional.
Compreendendo a concepção de como são compostos os aspectos orientados à informação e comunicação de uma organização e como operam.
Descrevendo as acções orientadas à comunicação e ao fornecimento de informação e às interligações existentes dentro da organização.
Definição S15- Sub-Sistema de Informação Computorizado
É um subsistema de um sistema de informação.
Todas as acções dentro desse subsistema são realizadas por um ou vários computadores.
a) Sistema Organizacional: é um tipo especial de sistema, sendo normalmente dinâmico, activo e aberto, incluindo:
1. a concepção da composição da organização (isto é, de actores e “actands” específicos)
2. de como opera (isto é, realizando acções específicas na persecução de objectivos organizacionais, guiados por regras organizacionais e informados por comunicação interna e externa),
3. em que as suas propriedades sistémicas são as respostas para (certos tipos de) mudanças causadas pelo ambiente do sistema e, ele mesmo, causa (certos tipos de) mudanças no ambiente do sistema.
b) Sistema de Informação
1. é um sub-sistema de um sistema organizacional;
2. compreendendo a concepção de como são compostos os aspectos orientados à informação e comunicação de uma organização e como operam;
3. descrevendo as acções orientadas à comunicação e ao fornecimento de informação e às interligações existentes dentro da organização.










